Normalmente, escrevo os posts nos dias seguintes aos jogos para ter mais tempo para pensar no que escrever e para buscar uma foto bacana na internet. Mas, com a movimentação e empolgação com o primeiro tempo da partida entre Flamengo e Santos, resolvi começar a escrever já no intervalo. As fracas defesas das duas equipes foram o destaque negativo da primeira metade do jogo, com destaque especial para Wellington do Flamengo. Em contrapartida, do meio de campo para o ataque os dois times funcionaram muito bem. Estaria uma coisa relacionada à outra?

Outro destaque do primeiro tempo do jogo foi a baixa quantidade de faltas, apesar da existência de jogadores de habilidade nas duas equipes. A arbitragem falhou no impedimento marcado contra o Flamengo, na jogada em que Muralha entrava sozinho na cara do gol. O lance do penalti, para mim, não foi claro nem que foi falta, nem que foi dentro da área. A imagem não me deixou a impressão de penalti e os comentários de José Roberto Wright não são nada imparciais. O certo é que Elano, mais uma vez, errou feio e Felipe tripudiu com as embaixadinhas.
No segundo tempo, o Flamengo voltou com David Braz no lugar de Wellington – Vanderlei Luxemburgo queimou uma substituição por teimosia, pois Wellington já não deveria estar entre os titulares há algumas partidas. Neymar pegou David ainda sem ritmo e tripudiu no quarto gol do Santos.
A partida continuou equilibrada no segundo tempo. O Flamengo chegou ao empate e à virada em jogadas protagonizadas por Ronaldinho. No primeiro, uma simples e belíssima cobrança de falta e chutando rasteiro da entrada da área no segundo.
Conclusões:
Apesar do equilíbrio, o Flamengo fez por merecer o resultado que foi buscar após estar perdendo por 3 a 0 no início do jogo.
Neymar está jogando muito e é titular absoluto no Santos e continua na Seleção, mas ainda falta muita maturidade;
Ronaldinho não é mais o mesmo, mas ainda é um fora de série comparado ao que temos no futebol nacional;
Muralha, assim como Negueba e Diego Maurício, demonstrou mais uma vez que o Flamengo deveria apostar um pouco mais nos jogadores da base atual;
Ibson mostrou, logo no jogo de estreia, que não era à toa que seu nome sempre estava na lista de pedidos da torcida do Flamengo.