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terça-feira, 26 de julho de 2011

No final, o melhor foi campeão

Apesar de todos os resultados improváveis na fase inicial da Copa América, com destaque para as atuações apagadas de Brasil e Argentina, da demonstração de força de Venezuela e Peru e ainda com o Paraguai chegando à final do torneio sem ter vencido uma partida, o Uruguai foi o grande campeão.
A seleção de uniforme azul celeste, que teve seus anos de ouro nos primórdios do futebol, tendo sido a primeira campeã de uma Copa do Mundo em 1930 e protagonizando o Maracanaço em 1950, mostra que está novamente num momento de grandeza em seu futebol. Foi a melhor equipe sulamericana na Copa da África em 2010 e mostrou, nessa Copa América, que continua firma.

A escalação da seleção uruguaia mostra jogadores de qualidade e de destaque no futebol mundial e brasileiro, como Forlán, Suarez, Loco Abreu e Lugano, apenas para citar os mais conhecidos aqui no Brasil. A qualidade de seus jogadores, aliada ao entrosamento já adquirido nos últimos anos faz com que o Uruguai seja mesmo merecedor do título, apesar de todos os poréns que rodearam a competição.

Fazendo um comparativo com a nossa seleção, é ainda mais preocupante saber que teremos pouco tempo para entrosar uma equipe que ainda não tem definição (vide nova convocação para o amistoso contra a Alemanha) e conviver com todos os entornos obscuros que rondam a CBF e a seleção brasileira. A copa de 2014 já está em cima e ainda não conseguimos acreditar que o Brasil chegará em pelnas condições de ser campeão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mudança de Postura

Parece que as cobranças públicas do capitão Lúcio surtiram efeito e o Brasil cumpriu a sua obrigação de ganhar do Equador, mesmo com as falhas do goleiro Julio César. Daniel Alves pode ter perdido a grande chance que teve para se firmar como titular da seleção, visto que Maicon entrou no momento certo e com determinação, compensando a grande diferença técnica que separa os dois.

Na frente, Robinho teve mais uma atuação regular, sem adicionar muito ao grupo, enquanto Pato e Neymar buscaram jogo muito mais do que nas partidas anteriores e o resultado apareceu. Entretanto, ainda fica a dúvida se esse esquema de jogar sem centroavante dará certo na nossa seleção. Na partida de ontem houve uma boa movimentação dos homens de frente, com uma
alternância de posições entre direita, esquerda e centro do campo. Ganso mais uma vez teve uma atuação simples, mas eficaz, jogando com dois toques sempre que podia e conseguiu armar boas jogadas. Ainda está aquém do que se espera dele, mas já mostra que tem que continuar no time titular, podendo o treinador talvez optar por seguir com alguém ao lado dele, como foi o caso de Jadson na partida anterior.

André Santos continua sendo a grande falha na convocação de Mano Menezes. Apesar do bom cruzamento para o primeiro gol, ele não se apresenta bem no apoio ao ataque e nem demonstra segurança no setor defensivo. Entretanto, o único nome que poderia colocá-lo no banco neste momento não demonstra vontade de jogar pela seleção. E está cada vez mais claro que a vontade de jogar pela seleção muitas vezes supera a aptidão técnica para estar na mesma. O ideal é conseguir juntar os dois mundos: qualidade técnica e
comprometimento.

terça-feira, 12 de julho de 2011

E agora, José, ou melhor, Brasil?

A vitória de ontem da Argentina, com Messi mostrando um pouco do porquê de ser o melhor do mundo e Kun Aguero mostrando mais uma vez o seu poder de decisão, joga ainda mais pressão sobre a selação brasileira. Mesmo que no inconsciente de muitas pessoas, as más atuações d nossa seleção eram compensadas com as más atuações dos nossos rivais, dando um certo conforto aos jogadores e comissão técnica perante a torcida. Agora, o Brasil, além de vencer o próximo jogo, tem ainda a obrigação de convencer jogando bem.

Fonte: globoesporte.com

Bem mais do que vencer a Copa América, a permanência de Mano Menezes à frente do comando da equipe está certamente condicionada a uma atuação convincente durante o torneio, sinalizando que o trabalho mirando a Copa do Mundo de 2014 está no caminho certo. Caso contrário, não sei até que ponto a CBF estaria disposta a apostar no atual técnico, pois certamente as críticas virão de forma mais contundente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Copa América 2011: Um começo de empates

A Copa América 2011 teve um curioso começo de empates, sendo que quase aconteceu uma zebra enorme no jogo de estreia da anfitriã Argentina. A expectativa sobre o desempenho da equipe de Messi & Cia foi paralisada pelo gol da Bolívia e, de certa forma, aliviada com o gol de empate do genro de Maradona. Para alegria geral dos adversários, la Pulga ainda não parece deslanchar com a azul celeste. Será excesso de pressão ou a falta dos companheiros do Barça?

Falando em expectativa, o jogo entre Brasil e Venezuela deixou muito a desejar devido à grande esperança que temos no desempenho dos nossos jovens,principalmente a dupla santista. A seleção brasileira teve um excelente começo de partida, com rápidas trocas de passes entre os nossos principais jogadores, mas sem objetividade nas finalizações. Alexandre Pato se mostrou muito relapso ao ficar algumas vezes impedido de maneira boba, como se estivesse desligado do jogo. Entretanto, as melhores oportunidades de gol saíram dos seus pés, com um tirambaço no travessão e chute defendido pelo goleiro Venezuelano.

Fonte: globoesporte.com

Robinho, que é o mais experiente dos jogadores entre meio e ataque dessa nova seleção não demostra a experiência que deveria ser o seu maior diferencial em relação aos companheiros neste setor. Com pedaladas sem objetivo e finalizações displicentes, também desperdiçou duas oportunidades de gol. Se continuar jogando assim, logo logo deverá dar lugar ao Lucas do SPFC.

Em relação à dupla Neymar e Ganso, acredito que a responsabilidade e a confiança neles depositadas tenham pesado. Ganso, principalmente, apareceu pouco e não criou nada comparado ao que se espera dele. Neymar, por sua vez, pareceu buscar um pouco mais o jogo, mas também não conseguiu render.

Atuando como mais um dos 90 milhões de técnicos que temos no Brasil (uma aproximação, desconsiderando-se boa parte das mulheres,dos marginalizados sem acesso a TV ou outro tipo de fonte de informação e os que simplesmente não ligam para futebol), não acho que o resultado do jogo em si seja motivo para substituições de jogadores neste momento. Talvez uma mudança de posicionamento, maior exploração dos laterais, como Daniel Alves, que possui reconhecida capacidade de apoiar o ataque, e uma pressão mais forte para objetividade de nossos jogadores possa melhorar substancialmente o desempenho de nossa seleção.

sábado, 4 de junho de 2011

O que pensar?

Amistosos da seleção despetram diferentes reações nos brasileiros que gostam de funtebol, dentre eles, ceticismo dos que acham que é história pra boi dormir, que é apenas caça-niquel; outros que pensam que tudo é festa e jogo da seleção é mais uma oportunidade para tomar uma cerveja; e, outros como, provavelmente, o técnico, usam os amistosos para testar os jogadores. Sob essa ótica, tentei acompanhar o jogo do Brasil, analisando alguns jogadores cujas convocações foram surpresa ou falta de opção e outros que realmente são promessas. Também, é sempre bom observar a tendência do estilo de jogo do técnico, para saber se vai ser mais retranqueiro, se vai priorizar o ataque ou modificar a postura dentro de campo.

Esse amistoso contra a Holanda poderia ter um atrativo de revanche, de se estar jogando no Brasil, de ser um clássico, mas como se trata de um mero amistoso, vamos nos ater aos pontos citados anteriormente. Sobre os convocados, façamos uma breve análise sobre os convocados:

Desde quando vi o nome de Fred na lista de Mano, não entendi o porque. Trata-se de um jogador que não se encontra em seu melhor nível e que parece não ter grandes ambições na carreiram além do dinheiro. Em contrapartida, fiquei a pensar em quem poderia ocupar melhor essa posição de centro-avante. Temos hoje uma promessa do Inter, Leandro Damião, mas que não sabemos se ainda será realmente um grande centro-avante ou se vai ficar apenas na promessa. Ou seja, não temos uma opção definida para a posição.

Na zaga, temos um excelente nome que é o Thiago Silva, mas temos a pendência de encontrar um nome certo para substituir Lúcio, que tem muitos defeitos, mas também tem qualidades incontestáveis. Talvez fosse o caso do Mano começar o trabalho com alguém que mesmo não sendo absoluto possa ser uma opção pensando-se em 2014.

Ainda na defesa, temos atualmente uma situação diferente de tempos atrás: estamos muito bem servidos na lateral direita com Daniel Alves e Maicon, enquanto André Santos não convence na esquerda. E, mais uma vez, temos a questão crucial: ele não é o lateral esquerdo ideal, mas quem pode substituí-lo incontestavelmente?

Dentre outras observações que pude fazer durante o jogo, temos atualmente a situação de Robinho: nunca será o craque que esperávamos que fosse ser um dia, mas também é um jogador que se desenvolveu bem taticamente desde que foi para a Europa e funciona bem - não mais como um atacante, mas como um meia avançado. Será que Kaká voltará ao nível de titular absoluto no meio da seleção? Pensando em 2014, temos em Lucas a esperança de termos novamente um craque no meio de campo de nossa seleção. Encontrando-se uma maneira de extrair o melhor dele e de Ganso juntos, teremos um senhor meio-campo de criação.

Completando o ataque, temos Neymar que indubitavelmente é a maior promessa do nosso futebol atual. Apesar do jogo apagado de hoje, é perceptível o toque diferenciado na bola.

Finalizando, a Copa América está aí e teremos uma boa oportunidade para avaliar o trabalho de Mano Menezes até o momento, que tem o grande desafio de renovar o nosso quadro de jogadores da seleção, visando o título em 2014.