domingo, 23 de setembro de 2012

O Flamengo Respira

Depois de começar perdendo o jogo contra o Atlético Goianiense, o Flamengo consegue uma importante virada e se afasta um pouco da zona de rebaixamento. Cleber Santana mostrou-se uma boa contratação e jogou bem em sua estreia. Talvez uma percepção advinda da carência do elenco do Flamengo de alguém com um nível razoável de passe e organização no meio de campo. 

Como de costume, o técnico Dorival Junior decide por entrar com uma escalação equivocada, colocando três volantes e jogando Adryan de atacante, junto com Love. E, como era de se esperar, o jogador teve um rendimento abaixo do esperado e o time pouco fez no primeiro tempo. A entrada de Liedson deu mais poder ofensivo à equipe, enquanto Botinelli veio a dar mais opção ao meio de campo, fraco criativamente.

Mais uma vez ficou claro que Luiz Antônio já passou da hora de esquentar um pouco o banco e o Flamengo começar jogando com dois volantes apenas e com a dupla de ataque que terminou a partida. Luiz Antônio tem cometido seguidos erros que têm comprometido ainda mais a frágil defesa do time. Liedson é um oportunista nato, enquanto Love é um cara de muita movimentação e raça, mas que passa por uma fase de inimizade com o gol. Embora tenha dado passe para os dois gols do Flamengo na partida de hoje, conseguiu perder um pênalti e um gol digno de "inacreditável futebol clube". Então, ter um segundo atacante goleador ao lado dele, seria perfeito para o momento.

Apesar do fraco elenco, o Flamengo pode perfeitamente manter a zona de rebaixamento distante, tendo em vista que há times piores brigando para não cair e que pode ter pelo menos um bom time titular e alguns reservas com as novas contratações. Deixo abaixo a minha sugestão de escalação para o time começar jogando na próxima partida:

Felipe
Wellington Silva
Frauches
Gonzalez
Ramon
Caceres
Ibson
Cleber Santana
Adryan
Vagner Love
Liedson

Ainda haveria boas opções para o banco: Botinelli, Léo Moura, Thomás, Muralha, Mattheus... 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ah, o Flamengo...

O Flamengo mais uma vez jogou mal. E, o pior de tudo: não há muito o que se fazer para melhorar com o atual elenco. O time sofre gravemente o reflexo de sucessivos equívocos da atual diretoria, que deixou o time impossibilitado de efetuar boas contratações para este campeonato. A aposta nos jovens, por enquanto, é apenas isso: uma aposta. O jovem Adryan mostrou ter personalidade ao entrar no jogo e tentar levar o time pra frente, pedindo a bola e marcando aquele golaço de falta. Porém, um time que tenha alguma intenção mais séria não pode colocar tamanho peso nas costas dos garotos sem ter uma liderança mais experiente em campo, alguém para organizar.

Enfim, o Flamengo começou o jogo muito mal, com os usuais erros de sua defesa, que culminou no gol do Grêmio ainda no primeiro tempo. Mais uma vez, assim como nos dois gols do Santos, Felipe saiu mal do gol, após bobeada da zaga. Naquele momento, a situação estava crítica, pois o time perdia, enquanto o Sport ganhava do Internacional por 2 x 0 em pleno Beira Rio. Léo Moura no meio foi mais uma demonstração do nível de incompentência que se tem na Gávea: o cara é lateral direito e deixou isso claro. 

Para a sorte do Flamengo, no segundo tempo, Luxemburgo resolveu "mexer" no time, tirando o seu atacante mais oportuinista e recuando o time do Grêmio, chamando o Flamengo para perto da área. E o gol não saía e poucas oportunidades reais eram criadas, visto que Vagner Love tinha que sair da área constantemente, pois a bola não chegava. Enfim, para dar uma acalmada no coração dos rubro negros, Adryan fez um gol de falta ao melhor estilo dos craques que já honraram a camisa do Flamengo. Para dar um pouco mais de fôlego ao time carioca, o Internacional empatou o jogo, mantendo o Sport quatro pontos atrás, na posição 17.

Situação lamentável para o time com a maior torcida do mundo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Jorginho é o anti-Joel

PVC conta os bastidores da recusa de Jorginho em deixar o Bahia e assumir o Palmeiras. Leia aqui

Em janeiro desse ano, o Bahia passou por um assédio semelhante ao seu então técnico, Joel Santana, que culminou com sua ida ao Flamengo. Joel não era unanimidade entre a torcida mas vivia uma situação estável dentro do clube: acabara de salvar o Bahia do descenso no Brasileirão-2011 e iniciava sua caminhada no campeonato estadual. Resolveu aceitar a proposta do Flamengo e depois todos sabem o final da história.

O contrato de Joel não tinha multa e ele se foi pela projeção que o rubro-negro carioca lhe daria. Acabou lhe dando muito mais dor de cabeça.
O contrato de Jorginho também não tem multa e ele também ficou tentado em assumir o Palmeiras pelos mesmos motivos de Joel. No entanto, deixou nas mãos de seu empregador a decisão em liberá-lo, o que não ocorreu. Ainda assim, foi-lhe concedido o direito de sair exclusivamente por sua vontade, desde que assumisse publicamente isso. Ele preferiu ficar e honrar o compromisso assumido.

Joel com certeza teve mais projeção e visibilidade ao assumir o Flamengo, ganhou mais dinheiro, ainda que por um tempo curto. Hoje, está desempregado e com certeza sofreria rejeição da torcida do Bahia se fosse convidado para voltar (algo sempre possível dada a falta de vergonha na cara da cartolagem em geral).
Jorginho abre mão de tal projeção em troca de um sono tranquilo e de poder passar férias sossegado na Bahia sempre que quiser. Deve ter passado pela sua cabeça também que foi o Bahia quem lhe estendeu a mão quando estava sem clube, há menos de 1 mês, e, que se falhasse no desafio de salvar o Verdão do rebaixamento, provavelmente no fim do ano estaria junto com Joel na fila do seguro desemprego.

Jorginho, dessa forma, segue seu bom trabalho no tricolor baiano e torce para que ao final do vínculo (fim do ano) possa realizar seu desejo de assumir o Palmeiras, onde faria um trabalho desde o início, com mais chances de sucesso, seja na série A ou B. Se isso ocorrer, realizará seu desejo deixando as portas do Bahia abertas. Se não, seguirá bem empregado no Tricolor da Boa Terra, seja na série A ou B.

Riscos calculados, riscos assumidos. A torcida do Tricolor de Aço agradece.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sport 1 x 1 Bahia



Que sufoco o primeiro tempo do clássico nordestino de maior apelo nesta Serie A!!  O Bahia tomou gol no comecinho do jogo num vacilo de Jussandro e boa cabeçada de Hugo. O jovem lateral sentiu depois da falha e quase se complica no jogo, mas depois acabou se equilibrando e fazendo uma partida razoável. Depois do gol logo aos 4 minutos o Bahia como um todo não perdeu a calma e girava a bola pra tentar atacar o Sport, mas foi o time pernambucano que teve as melhores oportunidades para ampliar. Lomba trabalhou bem em diversas oportunidades e ainda teve a cabeçada de Richelly que passou pertinho.E imaginem vocês que Fahel fez falta ao meio de campo do Bahia. Fabinho é muito fraco! Souza e Jones não estavam muito inspirados.
O segundo tempo começou bem para o Bahia, com uma postura mais agressiva e sem dar tanto mole como foi na etapa inicial. Jorginho fez uma mudança interessante, tirou Zé Roberto que também não estava indo bem e colocou Elias, o mesmo que fez o 1º gol do triunfo do Bahia perante o Sport no Pituaçu em condição irregular. Elias entrou dando mais mobilidade ao time e jogando Jones para o lado esquerdo, aí o atacante jogou um pouco melhor.Aos 27, Elias deu um tirambaço no travessão do goleiro do Sport e já perto do final o volante-meia Hélder marcou o gol de empate após jogada de linha de fundo do Bahia. Castigo pro Sport que não aproveitou as oportunidades do 1º tempo. Depois do empate o Sport ainda tentou alguma coisa mas ficou nisso mesmo.

Bom resultado pro Bahia pelo primeiro tempo apagado que fez e nem tão bom assim pro Sport que viu sua distância pro Bahia ficar na mesma e ainda, no complemento da rodada, o Santos e Coritiba vencerem. Esses dois resultados também não foram bons pro Bahia, mas do males o menor!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Torcidas Distorcidas

07/09/12, Estádio do Morumbi - São Paulo - Brasil 1x0 África do Sul



10/09/12, Estádio do Arruda - Recife - Brasil 8x0 China



Em comum entre as duas atuações, apenas o resultado de vitória. O futebol apresentado, bem como o comportamento da torcida, foram bem distintos em ambos os jogos. Afinal, a seleção jogou melhor porque a torcida ajudou ou a torcida ajudou porque a seleção jogou melhor?

Qualidade dos adversários à parte (sim, a China é bem pior), a seleção jogou melhor ontem onde teve apoio incondicional da torcida pernambucana, desde a sua chegada a Recife, é bom frisar. O oposto ocorreu em São Paulo no feriado da Independência: futebol ruim aliado a uma torcida hostil. Sobram justificativas e teses para comportamentos tão diferentes dos torcedores:

- Os torcedores de fora do Sul-Sudeste raramente têm a oportunidade de ver os (pseudo)craques brasileiros em ação, seja na seleção, muito menos nos seus clubes.

- O torcedor paulistano é mais exigente que o nordestino.

- O torcedor nordestino que assistiu à seleção é "torcedor". O torcedor paulista que assistiu à seleção é "expectador".

- O interesses "clubistas" dos torcedores paulistanos estavam acima do desejo de uma boa apresentação da seleção.

- Os paulistanos têm senso crítico e não toleram a "Seleção da CBF". Os torcedores nordestinos são mais inocentes e idolatram a "Seleção da CBF".

... (e por aí vai).

Torcedor, antes de tudo, é um consumidor. Ele paga (caro) para assistir a um evento e isso lhe dá o direito de julgar a qualidade do mesmo. Aplausos e vaias, portanto, são plenamente aceitáveis sob esse aspecto. O torcedor paulistano, como qualquer outro, tinha todo o direito de vaiar um espetáculo que não lhe agradava, ainda mais um espetáculo com um componente emocional tão forte como é o futebol.

O que não me parece muito coerente é sair do conforto de casa, pegar ônibus/metrô/carro, pagar passagem/combustível/estacionamento, pagar ingresso (repito: caro) predisposto a hostilizar um evento, seja ele qual for. As vaias no Morumbi surgiram antes dos 15 minutos de jogo. As vaias a Damião, os gritos de "Luís Fabiano", as críticas a Neymar surgiram na metade inicial do primeiro tempo. Ninguém pode julgar a qualidade de um espetáculo, seja ele um filme, uma peça de teatro ou um jogo de futebol, com menos de 1/4 de transcorrido.

"Ah, mas essa seleção da CBF/Nike é uma vergonha, é vitrine de jogador de empresários, só joga amistosos caça-níqueis com seleções fracas. Tem que ser vaiada mesmo".O presidente do seu clube faz tudo isso e nem assim você vaia seu time desde o início. Seu clube também elege a CBF, sabia disso?

É notório que a seleção de Mano não caiu nas graças de nós, brasileiros. O choro do técnico e dos jogadores de que eles precisam de "carinho" do torcedor não procede, pois eles não tem dado "qualidade" em troca, isso é notório. Mas, se a seleção de Mano não me agrada, eu posso desprezá-la. Seria a melhor forma de manifestar minha indignação e protesto.

Se for pra gastar 100 paus pra isso, prefiro fazê-lo de casa comendo um bom churrasquinho e tomando minha cervejinha. 

US Open e Seleção Brasileira

O US Open 2012 chegou ao fim na noite desta segunda-feira com a final do masculino entre Novak Djokovic e Andy Murray. A partida foi fantástica e, ao final de 4:54h de jogo, o melhor saiu vencedor. E o melhor no caso do Tênis não é algo estático ou conservador: pode mudar de partida a partida ou mesmo durante a mesma. Dependerá  principalmente de três fatores: técnica, físico e emocional. Estes três fatores oscilam ao longo da disputa e aquele que consegue se manter mais focado sai vencedor. Por isso, a posição do jogador no ranking da ATP não é garantia de superioridade em um jogo de tamanha importância.   E observou-se este "revés" também na final feminina ocorrida no domingo: Serena Williams venceu Victoria Azarenka, atual número 1 do mundo. Porém, quando a distância no ranking é grande, é comum verificar a superioridade - afinal, ninguém é Top 5 à toa. 

Fonte: US Open.org

Em resumo, o tênis é um dos esportes em que o melhor vence, onde pouco pode-se atribuir a sorte ou azar. É um bom jogando contra outro melhor ainda. E aí vem a intenção do link do título deste post, visto que o futebol é um dos esportes em que nem sempre o melhor vence, até mesmo porque a percepção de melhor é  mais difícil de se definir, devido aos vários fatores e interesses envolvidos em torno de cada jogador em campo (ou não).

A Seleção Brasileira é, talvez, a única no mundo que leve essa alcunha de seleção, em que deveriam constar apenas os melhores. E, para se conseguir um resultado a longo prazo, não necessariamente tem-se que reunir os melhores deste exato momento, como defende piamente o Mano Menezes, mas os melhores e que possam compor a melhor equipe. Afinal, trata-se de um esporte coletivo. Sem dúvidas também, a coletividade do time depende muito do técnico que tem a tarefa de aproveitar as qualidades de cada jogador da melhor maneira possível.

Gols de Hulk e Neymar, 4° e 5° dos 8 gols do Brasil 

Bom, depois de tanta filosofia, vimos mais um jogo sem sentido da nossa seleção, enfrentando uma equipe sem a menor tradição no futebol - aqui sim a tradição pesa muito mais do que no Tênis. Após ter tido dificuldades em um amistoso contra outra seleção de pouca expressão em pleno trabalho de preparação para a Copa, as demais equipes nacionais estão enfrentando duras batalhas nas suas respectivas eliminatórias. Duvido muito que essa partida, com uma vitória por 8 a 0, sirva de parâmetro para o técnico observar e tomar alguma decisão sobre qualquer um dos jogadores em campo. E o tempo vai passando e 2014 se aproximando.