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terça-feira, 23 de junho de 2009

E agora, Dunga ?

Domingo, 21 de junho de 2009, Pretória, África do Sul. Clássico do futebol mundial, Brasil e Itália, e um resultado contundente, 3 x 0 para a seleção brasileira. Uma goleada na atual campeã do mundo com uma atuação irrepreensível, principalmente do primeiro tempo. E agora, o que esperar da seleção de Dunga?

Podemos notar que após um ano de 2008 cheio de derrapadas, tanto nas eliminatórias, como em amistosos e culminando com a eliminação nas Olimpíadas com um futebol fraco (apesar de ter sido com a seleção olímpica e não a principal), Dunga está conseguindo um ano de 2009 com êxitos. Na verdade, esta boa seqüência vem desde o último amistoso do ano passado, 6 x 2 contra a seleção de Portugal. Neste ano de 2009, o único jogo abaixo da crítica da seleção foi o empate com o Equador, em Quito, não pelo resultado, normalíssimo, mas sim pelo futebol (não) apresentado. No mais, vitórias nas eliminatórias, incluindo a vitória histórica por 4x0 no Uruguai, liderança isolada, e um ótimo inicio de Copa das Confederações, com três vitórias em três jogos. Os resultados estão aí. E o futebol?
É com alegria que podemos afirmar que o bom futebol está voltando. Provavelmente pelos resultados que estão surgindo, a seleção está voltando a ter confiança e apresentar um bom futebol. Ainda estamos longe de uma seleção imbatível, mas já conseguimos ver uma seleção com uma defesa segura, um meio-campo lutador e um ataque rápido e decisivo.
Eu acredito que uma peça está sendo fundamental para esta melhora no futebol da seleção, o volante/meia do Benfica (ex-Cruzeiro) Ramires. Longe de ser craque, este jogador passa para o torcedor uma vontade de estar jogando e uma garra que há muito não víamos. Neste último jogo contra a Itália, foi um dos menos eficientes no meio-campo, mas sua movimentação, rapidez e marcação são incríveis, e acho que está contagiando seus companheiros com este espírito. O último jogador, que eu me lembro, com esta entrega em campo na seleção foi o próprio Dunga.
Alguns comentários são pertinentes neste momento.
A entrada de Miranda no jogo contra os EUA e a de Luizão neste jogo contra a Itália nos mostrou que temos um conjunto defensivo de boa qualidade, tanto titular como reserva, e isto é essencial para a Copa do Mundo. Quem não lembra que em 1994, tínhamos como zaga titular Ricardo Gomes e Ricardo Rocha e fomos campeões com Aldair e Márcio Santos?
André Santos já mostra alguma melhora, mas ainda longe do futebol que apresenta no Corinthians, mas já é a melhor aposta para a lateral-esquerda até o momento
Ronaldinho Gaúcho deve estar preocupado. Já não enxergamos lugar para ele no time principal. Ele vai ter que brigar muito para tentar um lugar no grupo que vai para a Copa.
Bem, com a expectativa criada por estas últimas apresentações, vamos esperar este encerramento da Copa das Confederações. Se não houver nenhuma zebra ( e o futebol adora fazer nossas previsões virarem chacotas) o próximo fim de semana reserva um jogão. Campeão da América contra campeão da Europa. Times que vêm com 100% até o momento e de grandes campanhas no ano. Deste jogo sairá o grande favorito para a Copa do Mundo. E agora, Dunga ?

domingo, 21 de junho de 2009

Segundo Tempo - Assegurando a Goleada

A Itália volta para o segundo tempo com três atacantes escalados e o Brasil começa tentando cadenciar mais o jogo. Porém, aos 3 minutos o Brasil já conseguiu um bom contra-ataque e Luis Fabiano acabou sofrendo falta na entrada da área, que não foi aproveitada por André Santos.

A defesa da Seleção Italiana não conseguia marcar com eficiência no início do segundo tempo o time brasileiro e o Brasil começa novamente a desenhar boas jogadas. Porém, aos 9 minutos, a Itália chegou num cruzamento após jogada de Dossena em cima de Maicon, forçando a saída de Julio Cesar e em seguida o Brasil respondeu com uma arrancada de Kaká e finalização de Robinho.


Aos 11 minutos Gilardino entra no lugar de Luca Toni. 3 minutos depois, após novo cruzamento de Dossena, Camoranesi finaliza sem grande perigo para o gol do Brasil. Aos 15 minutos, o Brasil havia chutado 15 vezes ao gol, contra apenas 4 finalizações da Itália, que pressiona o Brasil, mas não consegue finalizar.


A Itália voltou a dominar os rebotes, como no começo da partida, e entre 19 e 22 minutos finalizou quatro vezes com perigo, forçando defesas importantes de Julio César. Somente aos 23 minutos o Brasil voltou a ameaçar o gol italiano com um chute perigoso de Kaká.


Aos 30 minutos, a Itália chegou novamente com perigo numa saída atrapalhada de Julio César, com Felipe Melo cortando o chute de Pepe. O Brasil respondeu em um contra-ataque com finalização de Robinho.


Kleberson entrou no lugar de Gilberto Silva aos 38 minutos.


Aos 40 minutos, Kaká finalizou com perigo da entrada da área, saindo depois de desvio da defesa italiana. A essa altura Josué entrou no lugar de Ramires, desnecessariamente - aliás, desnecessária a convocação dele. Lucio saiu para atendimento médico aos 44 minutos e a Itália tentou duas finalizações para defesas de Julio Cesar.

O jogo termina aos 48 minutos com o mesmo placar do primeiro tempo, em um jogo em que o Brasil não teve problemas e a Itália se complicou na Copa das Confederações.
O Brasil pega a África do Sul pelas semifinais na próxima quinta-feira, com a expectativa de enfrentar a Espanha na grande Final.

Primeiro Tempo na África do Sul

Acompanhamos hoje mais um Brasil e Itália e dessa vez com a Itália necessitando vencer para garantir a classificação. Como era de se esperar a Itália começou o jogo indo para cima, pressionando e dificultando bastante a saída de bola do Brasil. Após um ataque de perigo da Itália, aos cinco minutos de jogo, Ramires chutou a bola na trave em um contra-ataque rápido. O início do primeiro tempo foi configurado com a Itália tentando pressionar no ataque e o Brasil tentando aproveitar os contra-ataques.

Além da bola na trave, tivemos boas oportunidades com Robinho: uma aos 10 minutos de jogo, em que ele viu Kaká chegando de trás, rolou a bola, mas o zagueiro chegou travando o chute. Aos 14 minutos, Robinho recebeu bem e chutou para a defesa de Buffon. Em seguida, Luis Fabiano entrou sozinho em lançamento, mas acabou brilhando a estrela de Buffon, que saiu com segurança tirando a bola dos pés de Fabuloso. A esta altura o Brasil já havia levado mais perigo ao gol da Itália do que o contrário.

Em lance de contra-ataque rápido da Itália aos 20 minutos, Juan cortou a bola em um carrinho, já com impedimento de Iaquinta marcado, e acabou se contundindo e aos 23 minutos deu lugar a Luizão.

Aos 27 minutos a Itália chegou assustando num chute de Camoranesi de fora da área, mas que acabou saindo por cima da trave. Aos 30 minutos o Brasil respondeu com cabeçada de Luis Fabiano após cruzamento de Maicon.

Aos 33 minutos o Brasil chegou novamente à trave da Itália após grande jogada de Lúcio e desvio do zagueiro e novamente num chute de Lúcio, após cobrança de escanteio, para defesa de Buffon. Aos 35 minutos o Brasil detinha 54% da posse de bola.

Em uma bola espirrada de um chute de Maicon, Luis Fabiano finalizou sem chances para Buffon aos 37 minutos. O lance gerou uma dúvida em relação à posição de Luis Fabiano, mas não houve impedimento e o gol foi confirmado pelo árbitro.

Após jogada de Robinho e Kaká, Luis Fabiano apareceu de trás para finalizar sem chances para Buffon, aos 42 minutos. Logo em seguida, aos 44 minutos, em cruzamento de Robinho para Ramires, o zagueiro Dossena cortou a bola para dentro do gol, matando Buffon que havia saída para cortar o cruzamento.

Assim, o primeiro tempo do jogo, que começou com a Itália querendo pressionar no ataque, transformou-se em uma belíssima apresentação da Seleção Brasileira, terminando em 3 a 0.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Itália em apuros... como sempre.

Finalizada a 2ª rodada da Copa das Confederações, já é possível traçar um panorama do que se pode esperar para as semi-finais. Como já era esperado, Espanha está matematicamente classificada enquanto o Brasil está virtualmente. As outras 2 vagas estão em aberto. No grupo A, a África do Sul de Joel joga por um empate contra a Espanha. Em caso de derrota, permite aos iraquianos sonharem com a vaga, podendo passar pelo fiasco de voltar pra casa (ou melhor, ficar em casa) ainda na 1ª fase. No grupo B, ao contrário do que se imaginava, a Itália está em "maus lençóis". Ou seria, como sempre está em "maus lençóis"?

É interessante o que ocorre com a seleção italiana. Pode não ter uma seleção brilhante mas sempre possui times competitivos. E, mesmo assim, sempre se complica nas fases iniciais dos torneios que disputa. Com exceção da Copa de 90, quando foram semi-finalistas (e também país-sede), e da Euro 2000 quando foram finalistas (100% na primeira fase), os italianos sempre passaram aperto. Em 94 estrearam perdendo pra Irlanda e passou de fase como 3ª colocada (naquela copa os 4 melhores terceiros colocados passavam de fase). Em 98, passou em 1ª do grupo mas empatou com o Chile na primeira fase. Em 2002 se classificou após um "jogo de compadres" com o México, para deixar a Croácia de fora. Em 2006 empatou com os Estados Unidos. Na Eurocopa também não é diferente. Em 92 não participou (eram apenas 8 equipes). Em 96 e 2004 caiu na primeira fase. Em 2008 passou como segunda colocada. E agora, pra não fugir às tradições, perde para o Egito. Está provado que os egípcios não são "galinha morta", o Brasil sabe muito bem disso. Mas não é time pra deixar a Itália de fora.

Ao mesmo tempo em que possui essa facilidade de deixar pontos contra times mais frágeis, os italianos costumar crescer nas fases seguintes, sempre fazendo jogos duríssimos. Em 94 tiraram a Nigéria, a invicta Espanha, a Bulgária (que havia tirado a Alemanha da Copa) até perder nos pênaltis pro Brasil. Em 98 saiu pra França (campeã) nos pênaltis. Em 2002 saíram nas oitavas num jogo polêmico contra a Coréia, é verdade, mas foram campeões em 2006 deixando a anfitriã Alemanha pelo caminho. Na Euro 2008, foram eliminados nos pênaltis para a campeã Espanha.

Particularmente, prefiro que os italianos fiquem de fora das semis, pois seria uma forma de "garantir", uma final Brasil x Espanha, jogo que todos querem ver. Como já haverá um jogaço Brasil x Itália no próximo domingo, seria bom para o time de Dunga passar por 2 bons, e diferentes, testes visando a copa do ano que vem. Caso os italianos passem, seria improvável mas não seria surpresa se eles eliminassem os espanhóis. E aí teríamos outro Brasil x Itália numa final com gosto de deja vú.

Pra não ficar em cima do muro, dou meus palpites:
Grupo A: Espanha e África do Sul. Espanha não quer mais nada com a vida, a África se contenta em ser segunda do grupo. Resumindo: jogo de compadres.
Grupo B: Itália passa. Ainda estão em 2º no grupo (devido ao saldo de gols) e se classificam se conseguirem o mesmo resultado dos egípcios. Os americanos irão aprontar pra cima do Egito, empate lá, empate cá e classificação suada... como sempre.