quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais uma da série: E se fosse no Brasil?

Ontem à noite vimos pela TV algo bastante inusitado acontecer em um jogo de tamanha importância (ou que pelo menos deveria ter tamanha importância): a partida ser cancelada devido a falta de energia para os refletores do estádio. Brasil e Argentina, duas das maiores potências do futebol mundial em um encontro caseiro da tal Copa Roca, para movimentar os jogadores locais de cada seleção e pimba: nada de luz.
Imagino (só imagino, pois deve ser muita grana) a quantidade de recursos envolvidos em promover um jogo desses: negociação com clubes e janela nos campeonatos locais, transporte dos times até a cidade do jogo, torcedores que deixaram suas casas, suas cidades, estados e até país para os brasileiros que foram ver a canarinho jogar e pimba: nada de luz.
Chegou-se ao cúmulo de Casa Grande sugerir ignorar-se a opinião dos goleiros para que se seguisse com a partida. Mas, como ver a bola sem iluminação adequada? Ainda mais em um jogo de tamanha importância (ou que pelo menos deveria ter tamanha importância).
Para não perder a piada, levaram o jogo para a cidade de Resistencia, que, na hora H, queimou!
Ah, voltando à motivação do post: e se fosse no Brasil? Certamente colocariam até o mensalão dentre os motivos para a falta de luz no estádio... ops! Isso é coisa para outro tipo de blog e não este.
Mas, o que me preocupa mesmo é a tamanha sensação de "desimportância" em relação a um jogo entre Brasil e Argentina. E, pior, a "desimportância" sendo essencialmente unilateral. E isso às vésperas do país sediar uma Copa do Mundo. Será que a CBF não enxerga isso? Ou vê apenas as cifras nos próprios cofres?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pintou o campeão?

Jogaço no Engenhão, cheio de alternativas, e que premiou o poder de fogo da melhor linha de frente do Brasil. Thiago Neves, Deco, Nem e Fred são os 4 fantásticos de um Fluminense que quando joga bem, vence, e quando joga mal, também.



O Fla, que fez uma boa partida hoje, bateu de frente com um muro chamado Diego Cavallieri (que já merece uma oportunidade na Seleção). Perdeu gols em profusão, desperdiçou pênalti, mas saiu aplaudido de campo, dando esperanças ao seu torcedor de terminar o Brasileiro dignamente.
Já o Flu segue líder cada vez mais isolado. Vencendo jogos-chaves (Inter em POA, Fla-Flu), com o melhor aproveitamento da história dos pontos corridos (igualado ao São Paulo de 2007) e contando com os seguidos tropeços dos rivais diretos, o título parece ser uma questão de tempo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais um pro Messi

Messi, mais uma vez, recebeu o prêmio da revista francesa "Onze D'Or" e se iguala a Platini e Zidane com três premiações. E, como sempre, vem a enxurrada de comparações inevitáveis e anacrônicas. Acredito que muito das comparações anacrônicas de Messi com Pelé, Maradona e cia. deve-se, principalmente, ao fato de hoje não haver um jogador tão espetacular quanto ele para ser comparado.

Fonte: globoesporte.com

Cristiano Ronaldo, presente nas comparações inevitáveis, acaba ficando sempre um passo atrás do argentino, muito pela sua soberba e muito pela diferença dentro de campo. Pois, apesar de ser um jogador de técnica indiscutível, não chega a merecer a alcunha de gênio da bola. Pesa ainda mais o fato de seu segundo nome remeter ao xará brasileiro, nomeado "fenômeno". Ele fica muito atrás dos dois.

Enquanto isso, Neymar fica marcando passo no futebol brasileiro. Do ponto de vista pessoal, concordo 100% com ele: vive em seu país, com a família e recebendo salário europeu. Do ponto de vista profissional, tomará um baile dos zagueiros na Copa de 2014. O que me resta é a esperança de estar enganado.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mais um jogo de arbitragem confusa

No jogo atrasado do Brasileirão, o Flamengo joga bem e bate o vice-lider Atlético Mineiro. Começando pela primeira vez em muito tempo com dois atacantes, o time buscou a vitória desde o primeiro minuto, enquanto o Atlético demorou a entrar no jogo. Aí, Love desencantou e fez um golaço em lance de cobrança de escanteio. Ao voltarem para o segundo tempo, foi o vez do Atlético entrar ligado e empatar com Jô. Mais tarde, o Flamengo voltou a liderar com gol de Liedson.

Apesar de não ter comprometido o resultado do jogo, o trio de arbitragem mais uma vez se mostrou fraco e confuso, como tem sido de costume no futebol brasileiro. O que mais me causou espanto foi o bandeira querendo apitar o jogo. Preocupado mais em influenciar a arbitragem em lances de falta, acabou comentendo algumas lambanças, além de o arbitro ter perdido a confiança ao longo da partida. 

O que será que falta para a arbitragem no Brasil melhorar?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não foi o dia!

Ontem realmente não foi o dia do Bahia. 
Depois de manter a invencibilidade no returno do Brasileirão da Série A por 6 rodadas, com 4 triunfos e 2 empates, ontem não teve jeito. As falhas não foram perdoadas e o Inter aproveitou bem. Além de falhar atrás o Bahia deu vacilo também na frente. Mesmo com apenas 2 finalizações no primeiro tempo, estas seriam suficientes para estar empatando o jogo na virada do tempo. E ainda por cima logo no comecinho da segunda etapa, Damião acertou um chute incrível de primeira em mais uma bobeira do Bahia. O time, mesmo assim, não desistiu de atacar e conseguiu seu gol de honra no apagar das luzes. Uma hora teria que acontecer essa quebra de invencibilidade, pelo menos foi num resultado normal visto que a última vez que o tricolor baiano bateu o Inter tem mais de 20 anos. Agora é bola pra frente e domingo tem Botafogo no Pituaçu.

domingo, 23 de setembro de 2012

E se fosse no Brasil?

5ª rodada do Campeonato Espanhol, Rayo e Real Madrid se preparavam para entrar em campo. O Real buscando diminuir a vantagem para o Barça, que "dormiu" a 11 pontos de distância, e o Rayo tentando manter a surpreendente campanha nesse início de campeonato permanecendo no pelotão de frente. Bons aperitivos para uma partida que não ocorreu devido a uma sabotagem ao sistema de iluminação do estádio. Como não pôde ser reparada em tempo hábil, a partida foi adiada para amanhã à noite.

Mais um escândalo para um país que tem vivido um período áureo em diversos esportes, especialmente o futebol, mas que, volta e meia, também se vê às voltas com casos de dopping. Agora foi o "terrorismo futebolístico" na tão propalada elite do futebol mundial.

E se fosse no Brasil?